Colmar – base pra rota do vinho

pelo viajante , em

 

Colmar, 21 de Julho de 2013

A Alsácia também é famosa por seus pitorescos vilarejos medievais. Nos arredores desses vilarejos, graças ao clima seco, se difundiu o cultivo da uva e a produção artesanal de vinho, com destaque para o vinho branco.

Nosso amigo Máximo passou pela rota do vinho de bicicleta recentemente e contamos um pouco dessa história aqui.

Os vilarejos são muitos e durante a montagem do roteiro tive que escolher alguns principais pra visitar. Dessa escolha surgiu a necessidade de definir uma base mais próxima deles pra me hospedar enquanto eu explorasse a área. A base escolhida foi Colmar, segunda maior cidade da região da Alsácia depois de Strasbourg.

Trem de Strasbourg a Colmar

Da Gare de Strasbourg embarcaria num trem pra Colmar. Comprei o bilhete na hora usando a máquina automática. O ticket custou € 12. Ainda deu tempo de registrar algumas imagens no interior da estação antes de partir.

Máquina de bilhetes Ter Alsace

Máquina de bilhetes Ter Alsace

ticket

Bilhete de trem de Strasbourg a Colmar

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4G da SFR anunciado na Gare de Strasbourg

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Photomaton – imortalizado pela Amélie Poulain

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Meu trem foi esse de 12:53 pra Basiléia

Colmar

Cheguei a Colmar em 30 minutinhos num trem da companhia suíça SBB. Antes de sair também registrei imagens da principal estação de trem da cidadezinha.

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Gare de Colmar

Eu na Gare de Colmar

Eu na Gare de Colmar

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“Isso aqui não é um trem” é o TGV

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Vitral da Gare de Colmar

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Fachada da Gare de Colmar

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Fachada da Gare de Colmar

Auberge de Jeunesse “Mittelhart”

Durante a viagem de trem notei que havia impresso os e-mails que troquei com o albergue para reserva de cama mas esqueci de trazer comigo as instruções de como chegar até lá partindo da Gare de Colmar. A princípio não me incomodei muito pois subestimei o tamanho da cidade.

Comecei então a usar meu escasso francês pra perguntar como fazia pra chegar até o albergue. A mulher da estação me falou mais ou menos, eu entendi mais mais ou menos ainda e fui a luta. Afinal, na minha cabeça a cidade era pequena e o albergue não poderia ser tão longe assim.

Andei pacas. Perguntava e as pessoas não conheciam. Pedi algumas caronas que foram rejeitadas. Segui em frente arrastando minha mala debaixo de um sol de rachar. Fazia uns 35ºC no mínimo.

Finalmente parei uma moça de bicicleta que me deu a resposta que eu esperava: “Oui, je connais. Alors je t’explique.” Sou grato a ela! Andei mais um pouco e achei o albergue que por sinal é bem longe da estação e do centro de Colmar.

A batalha porém não acabou. As portas estavam fechadas! Eu lembrava que o horário de check-in era tarde, às 18hs nos domingos mas realmente não esperava que eu não poderia ficar nem na recepção!

auberge de jeunesse mittelharth

auberge de jeunesse mittelharth, antigo orfanato

fermé

fermé

Todos os albergues que eu havia ficado até aquele momento tem seus horários de check-in específicos mas normalmente permitem a entrada dos alberguistas que chegam pelo menos para a área comum ou hall de entrada. Não foi o caso. Tive que esperar 3hs até a abertura das portas!

Velhinho falador

Nesse meio tempo sobrevivi tomando suco de uma máquina automática de bebidas que tinha na rua. Os poucos restaurantes e bares ao redor do albergue estavam fechados. No interior da França eles levam a sério mesmo esse negócio de dia de descanso e os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais são bem restritos mesmo em dias úteis. Tem parada pra almoço e tal.

Pra aliviar a angústia da minha espera eis que surge um velhinho alterado pelo álcool que simplesmente ignora o fato de eu não falar francês, senta do meu lado e começa a falar pra caramba comigo.

Simpático vovô de Colmar

Simpático vovô de Colmar 

Confesso que no início aquilo me incomodou um pouco mas depois achei tão maneiro que até gravei parte do discurso dele. rs A simpatia do velhinho ajudou a passar o tempo. Ainda estou procurando alguém capaz de traduzir tudo o que ele falou! rs

Descanso e planos

Finalmente deu 18hs e consegui entrar. Estava exausto. Por dentro o albergue é legal. Não fosse a distância da estação e do centro eu o recomendaria a qualquer um. Colmar não é Paris cheia de metrô e ônibus. Rodam alguns ônibus na cidade mas com horários bem restritos. Então, quanto mais perto do centro estiver melhor.

O cara da recepção me aconselhou a pagar só duas das quatro noites que eu havia reservado e se eu quisesse prolongar ele garantiria minha reserva. Esse conselho mostraria-se valioso mais pra frente. Depois explico.

No quarto de 9 camas só tinha uma pessoa além de mim. Young Jun Lee, 25, um sul coreano que também havia acabado de chegar. Durante uma conversa vimos que tínhamos planos parecidos e combinamos de explorar um pouco da rota do vinho juntos no dia seguinte.

Conto como foi no próximo post.

Abcs

Renato Vieira

 

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