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Bateaux, Velib, Madeleine e Vendôme

pelo mochileiro , em

 

Paris, 4 de Julho de 2012

Bateaux Parisiens

Começamos nossa primeira manhã de volta a Paris indo pro pé da Torre Eiffel, na beira do rio, pegar um barco para um passeio de aproximadamente 1h pelo rio Sena. Não tinha feito isso das outras vezes. Vale a pena. Pagamos acho que 13 euros pela internet ainda no Brasil e fomos direto pra dentro do barco com nossos tickets impressos.

O passeio é legal. Uma tripulante vai contando a história de cada lugar histórico, ponte ou museu que o barco passa. Acho que pra quem chega a Paris pela primeira vez pode ser um bom primeiro passeio. O tour de bateau pelo rio Sena proporciona uma perspectiva diferente do Louvre, a da ilê-de-Saint Louis, da Ilê-de-la Cité, da Notre Dame de Paris, Pont Alexandre III e etc.

Passeio de barco no rio Sena

Passeio de barco no rio Sena

Pont Alexandre III

Pont Alexandre III

A dica pro passeio é: Beba bastante água antes de embarcar ou leve uma garrafinha contigo. Lá dentro uma garrafinha de míseros 500ml (50cl como eles medem lá) custa mais de 3,50€. Em qualquer Monoprix ou Franprix um litro e meio de água custa até 0,50€.

Velib na Bir Hakeim

Voltamos pro nosso ponto de partida. O pé da torre Eiffel. Caminhamos até a estação de metrô Bir Hakeim que fica ali perto. Nosso objetivo lá era pegar nosso meio de transporte sobre duas rodas! A Velib! Pra mim um dos momentos mais maneiros de uma viagem a Paris é pegar a bike pública da cidade! Gosto muito de pedalar pelas ciclovias e ciclo-faixas de lá. Aline estava fazendo a estréia dela com a Velib mas nós já havíamos pedalado nessa edição de eurotrip lá em Bruges.

meu cartão Velib

Criamos uma conta de 7 dias que custou 8 €. Poderemos usar quantas vezes quiséssemos, sem pagar nenhum adicional, contanto que devolvêssemos cada bike em menos de 30 minutos. Esse tempo não é um problema já que os percursos do roteiro não são tão distantes. Além disso, existem cerca de 1200 (mil e duzentas) estações de velib espalhadas por toda a cidade…

Dois minutinhos depois de devolver eu posso tirar a bicicleta novamente caso eu ainda não tenha chegado no meu destino final. Se passar dessa meia hora começa a cobrar 1€, 2€, 3€ e assim vai. Em nenhuma das dezenas de corridas que fizemos passamos dessa meia hora. Sempre devolvíamos com no máximo 27 minutos de uso. No final das contas pagamos só os 8 € por vários quilômetros rodados nos seis dias.

150€ caso vc não devolva a bike

Almoço no Les Invalides

Fomos pedalando da Bir Hakeim até o Invalides onde funciona o Musée de l’Armée e a Église Saint-Louis des Invalides onde fica a tumba gigante do Napoleão. Aproximadamente dois quilômetros e meio de pedalada leve de um ponto a outro.

Musée de l’Armée

Eu já tinha entrado no museu e visto o Napoleão ano passado… Assim sendo, só almoçamos e depois demos uma descansada no jardim antes de seguir. Foi nessa hora que comentei com Aline o lance do trem pra Estrasburgo que mencionei no post anterior … rs

Na grama…

La Madeleine

Falando em Napoleão, nossa próxima parada de Velib foi na região da Igreja da Madeleine. Mais dois quilômetros de pedalada até lá. Nunca estive naquela área antes. O grande marco do bairro é a enorme igreja erguida durante o reinado de Napoleão com o objetivo de celebrar as vitórias de seu exército. O funeral do compositor e pianista Chopin aconteceu na Madeleine em 1849.

La Madeleine

La Madeleine

Das escadas da Madeleine vendo a Place de La Concorde, Palais Burbuon e a dome do Invalides

Madeleine é chic

A região da Madeleine é muito chique. Talvez a mais chic que eu andei em Paris. Lojas finas e  gente bem vestida é o que mais tem ali. Até a unidade do Monop’ Madeleine é adaptada ao nível da redondeza… Entramos nele pra comprar um docinho de sobremesa e percebemos que o portfólio de produtos dali eram bem mais fino do que de outras unidades que entrei em outros pontos da cidade…

Esse monoprix fica na Boulevard de la Madeleine, um dos quatro grandes Boulevards de Paris. Bem na frente dele tem um banquinho desses de calçada onde sentamos pra comer o biscoito que havíamos comprado. Nessa hora passou uma mulher com uma câmera no pescoço e tirou uma foto nossa. Em seguida ela deu um sorriso, falou umas cinco palavras em francês pra gente e seguiu o caminho dela.

Esse foi o primeiro de muitos casos dessa viagem onde alguém puxou assunto, fez um comentário ou uma piada pra mim em francês e eu simplesmente não entendi ou não fui capaz de responder. Comecei a entrar em crise. Estabeleci uma meta: Voltar pro Brasil e começar um curso de francês. Como pode alguém que diz gostar tanto de Paris não conseguir responder um comentário se quer?! rsrs

Mangala, FC Porto

Munidos novamente de Velib seguimos reto pela ciclo-faixa da Boulevard de la Madeleine que vira Boulevard des Capucines até a Opera Garnier. Essa pedalada foi pesada. Só quinhentos metros mas o transito e os cruzamentos ali são complicados…

Bd des Capucines

Capucines e Opera

Na esquina da rua da Ópera com a Boulevard des Capucines tem uma loja da United Colors of Benetton onde Aline entrou pra ver roupa. Entrei também só pra não ficar na rua a toa. Nessa hora, uma senhora que também estava na loja comprando vira pra mim, olha a camisa do FC Porto (time de futebol de Portugal) que eu estava vestindo e exclama: “Ah! Éfe Cê PortÔ!” (com o ultimo Ó fechado).

Daí ela começou a querer falar com agente em francês… Fiz a cara de paisagem que eu citei mais acima e ela passou a falar um português diferente comigo… Resumindo a história ela nos contou que o filho dela, francês naturalizado, joga hoje no FC Porto. O nome dele é Eliaquim Mangala. Vi que ele também costuma ser convocado para as seleções de base da França.

Opera Garnier,

A Ópera é outra que já tinha visto nos anos anteriores. Aline e eu tiramos umas fotos por fora e depois fomos andando para a Place Vendome.

Opera Garnier

Place Vendôme

A Place Vendôme também era um lugar inédito pra mim em Paris. Basicamente uma praça quase quadrada com lojas caras de jóias e relógios cercando uma coluna enorme que suporta uma estatua do Napoleão no topo. Tem uma escadaria dentro da coluna mas pelo que li está fechada pro publico há bastante tempo… Os letreiros das lojas eram escritos em dourado… Lembrei muito da galeria Vittorio Emanuelle em Milão onde os letreiros também são estilizado dessa forma…

Place Vendôme

Place Vendôme

Place Vendôme

Place Vendôme

Velib de volta pra Bastille

Depois da Vendôme descemos até quase o Louvre onde pegamos a bike pra voltar pro albergue. Essa pedalada foi mais longa mas também uma das que mais gosto. Começa na Rue Saint-Honoré e depois vamos beirando o rio pela Quai du Louvre que vira Quai de l’Hotel de Ville e depois entramos na Boulevard Henri IV e Rue Faubourg Saint-Antoine onde vamos fomos até o Monoprix próximo ao albergue comprar o lanche da noite. Mais ou menos 4km e um troca de Velib no percurso. No total do dia pedalamos cerca de 9km… Tranquilo pra primeiro dia! 🙂

No próximo post mais de Paris.

Abcs

Renato Vieira


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