Subindo a Torre Eiffel sob máxima segurança

pelo viajante , em

 

Paris, 27 de Novembro de 2017

Esse era o nosso quinto dia em Paris e já havíamos passado pelas proximidades da Torre Eiffel algumas vezes. A primeira vez foi logo assim que chegamos na cidade. Depois, no dia da sessão fotográfica, a dama de ferro foi o nosso plano de fundo na maioria das fotos. Já no dia do passeio de barco pelo Sena, embarcamos e desembarcamos nas docas que ficam aos pés do monumento mais simbólico da França. Desta vez, voltávamos a Torre Eiffel para, enfim, subi-la!

Torre Eiffel vista do Champs de Mars

Assim como fiz nas vezes anteriores que visitei a Torre Eiffel, comprei os ingressos via internet e com antecedência. Por ser um monumento muito popular, a fila na bilheteria do monumento é bem grande e pode-se perder muito tempo por lá. A dica então é entrar no site https://ticket.toureiffel.fr/, escolher o dia e horário de sua visita, comprar o bilhete e chegar lá 15 minutos sem se preocupar com filas!

Para chegar na Torre Eiffel pegamos o metrô linha 8 na estação Grands Boulevards sentido Ballard. Em 10 minutos estávamos descendo na estação École Militaire que fica de frente para o Champs de Mars de onde caminhamos até a Torre.

Embaixo da Torre Eiffel

Durante a caminhada percebemos que a parte gramada do Champs de Mars estava toda cercada por telas. Essa área é muito procurada por grupos e indivíduos que gostam de ficar ali, largados, fazendo piqueniques e contemplando a Torre Eiffel. O motivo descrito nas placas para justificar a interdição era que o gramado havia sido tratado e precisava descansar.

Nós no segundo andar da Torre Eiffel

Já mais a frente, na altura da Avenue Gustave Eiffel, um aparato de segurança digno de aeroporto impedia a passagem de pedestres do Champs de Mars para o Trocadero passando por baixo da Torre Eiffel. Apenas quem possuía ingresso tinha permissão para passar e, mesmo assim, somente após revista.

Não aliviaram nem mesmo Amandinha! A agente de segurança revistou nossa bebê com um discreto sorriso no rosto e um olhar cheio de carinho. No final, Amanda ainda ganhou um beijinho da moça antes de seguirmos para os elevadores.

É triste ver um lugar que conheci e revisitei sempre muito animado e com enorme fluxo de pessoas, se tornando uma área de segurança tão restrita. Tudo consequência dos ataques terroristas que ocorreram em Paris no início e no final de 2015.

No segundo andar da Torre Eiffel – vista para o Sena

Agora chega de falar de interdições e ataques! Esse era um momento alegre! Estava na hora de subirmos um dos monumentos mais reconhecidos do mundo e lá de cima teríamos vista privilegiada de Paris! A verdade é que mesmo com as grades, para mim é muito emocionante olhar a Torre de baixo para cima, constatar a grandiosidade de sua estrutura, a imensa quantidade de ferro que a compõe e o seu formato único! Outra coisa fascinante é imaginar que este monumento hoje tão emblemático foi criado lá em 1889 para ser apenas temporário! Muita gente brigou para que a Torre Eiffel fosse desmontada ao final da Exposição Universal de 1889! Ainda bem que não conseguiram!

Banner Exposição Universal de 1889

Amanda e Bea zoando – vista para o Trocadero

Com relação a todo o processo lúdico que fizemos para preparar Amandinha para esta viagem, a subida na Torre Eiffel era como se fosse o fechamento de um ciclo. Foi praticamente um ano inteiro mostrando pra ela a Torre através de desenhos e muita conversa! Agora era hora de subir na verdadeira dama de ferro!

No segundo andar da Torre – Vista para o Champs de Mars

Bea contando alguma história para Amanda

Compramos ingressos para ir até o sommet (topo) mas ficamos a maior parte do tempo no deuxième étage (segundo andar). Isso porque o segundo andar, que é como se fosse a cintura da Torre, é muito mais espaçoso, tem lojinhas e cafés e sua altura (114m) já é muito superior a quase a totalidade dos prédios de Paris.

Nossa rápida passagem pelo sommet da Torre Eiffel

Por conta das restritas regras de urbanismo que limitam a altura dos prédios na cidade, a Torre Eiffel domina o horizonte e nada fica no caminho do vento gelado que castiga o visitante lá em cima! Mesmo nas vezes que fui no verão sofri com a ventania e frio. Esse foi outro motivo pelo qual ficamos mais tempo no deuxième étage! Sabíamos que lá no último estaria muuuito mais frio! rsrs

Dito e feito! Quando subimos para o sommet os ventos estavam muito fortes! Amandinha só ficava rindo como quem não conseguia acreditar no frio e na força dos ventos! É verdade que, por conta da própria estrutura da Torre, há sempre uma área protegida mas se você quer dar uma geral, um 360, você não vai ter como escapar da ventania! hehe Tiramos umas fotinhos e não demoramos muito para descer!

Já no térreo aproveitamos para tirar mais umas fotos antes de seguir nosso passeio. Não tínhamos mais planos de fazer nada nas redondezas da Torre até o final da viagem. Agora admiraríamos a dama de ferro somente no horizonte!

Bea e eu – Literalmente nos pés da Torre Eiffel

Bea, eu e a Torre Eiffel

Nossa próxima parada era o bairro de Saint-Germain-des-Prés! Conto mais no próximo post!

Abcs

Renato Vieira

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